9 de janeiro de 2015

Encerrando 2014 ou Sobre passar dias fora de casa com o filho pequeno

Não fiz retrospectiva 2014, não fiz lista de desejos para 2015, não fiz lista de resoluções, nem anotações no caderninho, nem pedidos especiais, nem simpatias.
Fiz foi uma viagem do nada, de repente, mudando todos os planos para o final do ano. Assim, na loucura como costuma ser a minha vida.
Posso resumir assim: não viajaríamos para lugar algum, era sábado, 20 de dezembro e enquanto marido estava no trabalho eu estava na rua com João Miguel resolvendo umas coisinhas. Estava na fila do caixa de uma loja quando meu telefone tocou, atendi, era minha irmã e escuto: "Oi Cá, o Dé (marido dela) estava voltando de viagem e resolveu passar aí na cidade pra buscar vocês, vamos passar o natal juntos?". E em questão de duas horas tudo mudou. Eu voltei pra casa, liguei pro marido, ele encerrou o trabalho mais cedo, arrumei as malas e partimos.
Dessa forma passamos alguns dias em São Bernardo do Campo. 
Não tive tempo de avisar às amigas de São Paulo, não marquei encontrão, não consegui fazer muita coisa. Mais um motivo pra eu voltar com tempo e organização.
O que eu posso dizer sobre essa viagem? Que eu realmente não consigo relaxar, não dá, sou tensa e estressada. João Miguel deu um trabalhão inesperado e eu quase surtei.
Meu filho é levado, muito levado, muito arteiro, mas muito educado e costuma ser obediente. É, costuma, porque na casa da avó me deu um baita trabalho.
Aqui em casa ele apronta, brinca, faz traquinagens, mas não mexe em nada que não esteja no quarto dele. Na casa da avó e das tias ele simplesmente queria (e conseguiu muitas vezes) mexer em TUDO. E desobedecia e teimava e desafiava.
Meu marido diz que foi tudo culpa do excesso de açúcar kkkkkkkkkkkk É que aqui ele tem uma alimentação com muitos legumes, verduras, frutas, muito suco e pouco (pouquíssimo) doce, e lá ele "enfiou o pé na jaca" comendo mais doces que o normal acompanhando os primos.
E não foi fácil, não foi. Hoje vejo que passamos do limite com ele, o colocamos de "castigo" pra pensar mais do que o necessário, mais do que o normal, habitual. Para ser bem sincera ele raramente fica de "castigo" em casa, mas lá foi o único recurso que encontramos já que falar e chamar a atenção não surtia efeito.
Talvez tenhamos exagerado sim, mas algumas coisas - ao meu ver - precisam ser corrigidas na hora porque jamais vou admitir filho meu gritando com as pessoas, respondendo, atirando coisas, dando chiliques com os outros. Ele não terá 2 anos para sempre.
E não tem essa de "é criança", "é pequeno", as pessoas reparam sim, comentam sim e eu detesto que chamem a atenção dele. Eu raramente chamo a atenção do filho alheio (a não ser que esteja fazendo algo perigoso), então gostaria que me dispensassem o mesmo respeito.
Não é confortável ver as pessoas chamando o nome do seu filho toda hora, até mesmo quando nem é ele que está aprontando; não é legal escutar as pessoas comentando que ele é isso ou aquilo, mas "brincando". Por isso eu e marido nos excedemos sim. E serviu de experiência.
Fiquei e estou chateada comigo por ter exagerado com ele, conheço meu filho, sei que ele é pequeno, criança, que é adorável, encantador, que estava fora do ambiente dele, que estava de certa forma estranhando tudo e louco para voltar pra casa. Fiquei com raiva de mim por não ter tido mais jogo de cintura com ele.
Mas São Paulo não foi só estresse, teve muita coisa bacana: abracei minha mãe, dei gargalhadas com minhas irmãs, curti meus sobrinhos, abracei duas amigas queridas, João Miguel se divertiu demais com a prima da mesma idade, comeu muito "padão" (empadão) da vó. João Miguel foi paparicado, voltou cheio de presentes.
Abracei a Bia, amigona de anos. Bia é uma das minhas maiores amigas, nossa amizade deve ter uns seis ou sete anos já não tenho certeza, mas nunca havíamos nos visto pessoalmente. Conversávamos por telefone (quando João Miguel nasceu ela me telefonava TODOS os dias para saber como eu estava), internet, mas ainda não tínhamos nos abraçado de fato.
O que eu posso dizer? Esse encontro foi o detalhe que faltava pra percebermos a dimensão da nossa amizade, nós nos olhamos, sorrimos, e o abraço foi de duas pessoas que estão sempre se encontrando: "Oi, e aí?" "Vai, conta uma novidade?" "Vai querer água ou refrigerante" e assim começou o papo. Os filhos dela são uns fofos.
Ah, sim, a garota é bonita pra caramba!


Consegui visitar a Jana que também mora em São Bernardo e foi uma tarde deliciosa, conversamos muito, João Miguel brincou bastante com o André (caçula da Jana). Nem lembro quando nos conhecemos, mas sei que tem muito tempo. É amizade antiga, bacana, cheia de aprendizados.
Eu e JM fomos paparicados, recebemos presentes e eu fiquei encantada com os filhos dela: Pedro (um rapazinho lindo), João (que pediu pra eu não cortar mais os cachos do JM) e André o furacão. Hooligan e Talibã se deram muito bem.




A viagem rendeu umas imagens bem legais:













Que 2015 seja leve, seja bacana, seja maroto.

2 comentários:

  1. Ai Ca, que delícia. Essas fotos, o encontro de vocês três, vocês com sua mãe e suas irmãs, sobrinhos. Tudo de bom.
    Essas viagens que surgem do nada, assim, sem planejamento, sem nem pensar costumam ser as de melhores lembranças.
    Tropeços acontecem, mesmo. Você é mãe aprendendo a ser mãe ele é filho aprendendo a ser filho. A gente aprende no ensaio-e-erro amiga. É natural que ele tenha ficado diferente. Fora de casa e tendo plateia toda criança fica. rss
    Não fique chateada com você agora. Já passou. Apreenda o que vc não gostou nas suas atitudes e estude como vc poderá fazer diferente numa próxima vez. Quando a gente é pega de surpresa com um comportamento atípico a gente também comete atitudes atípicas porque ficamos meio perdidas. Aliás a maternidade é isso: estamos num barco à deriva quase sempre. rss
    O que vale, mesmo, nesta experiência são as coisas boas para lembrar e os tropeços para crescer.
    Beijãozão! =D

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  2. Delícia de viagem!

    O Felipe lá em São Paulo, segundo os irmãos e o pai me contam, se comportou de forma semelhante (pensei também nesse lance da alimentação, tem a ver sim). Viagens às vezes fazem isso com os pequenos, rs.

    Beijo, lindona!

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