26 de julho de 2016

As férias de julho e como é difícil ser mãe

Estamos na última semana de férias do João Miguel, gosto de ter ele perto, sou mãe grude mesmo.
Tenho visto muitas mães comentando sobre cansaço, estresse, desespero. Sobre não terem sossego quando os filhos estão em casa.
Eu, assim como muitas outras mães (felizmente), gosto das férias, feriados prolongados, qualquer coisa que me proporcione passar mais tempo com meu filho. Embora não seja fácil ocupa-lo com alguma atividade, criar entretenimentos que fujam do tédio, proporcionar dias interessantes, divertidos e ao qual todos possamos sobreviver.
Sei que é importante termos tempo para cuidar do cabelo, das unhas, da pele, um banho mais demorado, um filme, um café com as amigas, um papo com o marido... termos tempo para nós mesmas. Mas também sei que meu filho não é o Peter Pan, logo ele vai crescer, não precisará tanto de mim, não demora está cuidando da própria vida. Assim como a fase recém nascido, essa também passará.
Sou daquelas que defende a importância de uma educação de qualidade, crê na importância de se ter uma bagagem cultural, praticar esportes, comer bem... porém tudo ao seu tempo. Sou definitivamente contra crianças que possuem mil atividades no dia, na semana, que tem uma agenda tão intensa quanto a de um adulto.
Vejamos, não estou me referindo ao caso das mães que trabalham fora de casa e precisam deixar o filho em período integral na escola, ou creche, ou com babá ou um familiar. Conheço mães que trabalham fora (porque precisam ou querem, ou querem e precisam) e aproveitam, valorizam cada minuto com seus filhotes. Estou falando das mães que estão sempre reclamando de tudo, o tempo todo, sempre irritadas, insatisfeitas e/ou terceirizando os filhos porque sim.
Foi opção minha não trabalhar fora de casa, agradeço diariamente poder ficar com João Miguel.
Ser mãe é diferente de ter um filho, assim como mãe é mãe em período integral sempre. Não tem essa de "sou mãe em período integral porque fico em casa". Mãe não deixa de ser mãe porque foi ao mercado, dentista, academia, reunião. Porque foi trabalhar fora. Ser mãe não é estar mãe. 
Quando eu decidi ter filho sabia que nada seria como antes, sabia que teria trabalho e responsabilidades. Não imaginava a intensidade de tudo isso, mas sabia que existiam. Ser mãe dá trabalho, porque educar é formar um ser humano, formar um ser humano é um desfio diário nível hard velocidade 5.
Defendo que a maternidade tem seus maus momentos, não é moleza, é puxado, mesmo. Porém não custa e faz bem sermos aquele tipo de pessoa que prefere ver o copo meio cheio, nunca vazio. Vamos sorrir mais, curtir mais, agradecer mais. Lembrar que seja o que for, seu filho não é o culpado. 
Todos os dias eu tenho milhares de mesmos afazeres maternos (somados ao fato de ser esposa, cuidar da casa, alimentação, ter compromissos fora de casa): escovar os dentes do ser humaninho, trocar roupa, dar banho, alimentar, educar, explicar, corrigir, correr atrás, cuidar, proteger, correr atrás, correr atrás, correr atrás. Correr atrás da minha saúde, energia, sanidade e correr atrás literalmente porque criança não para. Quando param nós nos preocupamos hahahahahahaha
Todos os dias eu me culpo por algo, eu me cobro. Todos os dias penso que eu poderia ser mais, dar mais, fazer melhor, diferente. Todos os dias eu fico exausta, mais emocional do que fisicamente até.
Todos os dias me pergunto se estou no caminho certo. Todos os dias questiono se estou dando conta, se darei conta. Todos os dias paro e penso se sei o que estou fazendo.
Muitas vezes a resposta para todos os questionamentos é 'não'. Porque me exijo muito, sou perfeccionista. E porque para algumas situações falho mesmo, não dou conta de tudo e não sei se tenho obrigação de dar.
Mas todos os dias, incansavelmente, eu olho para o meu filho e percebo o quanto sou grata, feliz por ser mãe. Sinto um amor inexplicável, imensurável. E quando ele sorri (e ele sorri sempre) tudo faz sentido, tudo vale a pena.





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